PEQUENA VIA (STa Teresinha do menino Jesus) Baluarte da pequenez.
Santa Teresinha do menino Jesus, é uma das santas mais populares da Igreja.
Mas quando comparamos sua vida a de outros santos, como, Padre Pio, São Francisco, Santa Catarina de Senna,Santa Teresa de Ávila etc ... E todos os fenômeno extraordinário que eles viveram: Estigmas, visões, bilocação, levitação, êxtases...
Podemos questionar: O que santa Teresinha fez de extraordinário?
De fato, estamos acostumados a enchergar a santidade como algo muito distante de nós. Porque baseamos a santidade nas Ações sobrenaturais, dons místicos e altas revelações.
Quando Santa Teresinha através de sua vida nos revela, que a santidade está mais próximo do que podemos imaginar.
E essa descoberta na vida de Santa Teresinha, foi o que fez dela a grande santa que hoje conhecemos:
"Compreendi que o Amor englobava todas as vocações, que o Amor era tudo…"
(Sta Teresinha)
Santa Teresinha fez aquilo que aos nossos olhos parece simples, porém o fez de um modo extraordinário, revelando que a Santidade consiste em pequenos atos feitos com um grande amor:
Quantos imaginam que a santificação está em grandiosos atos de penitência, rigoso jejum e mortificações.
De fato, é impossível se santificar sem algum ato de renúncia e mortificação. Mas o ato em si, não nos pode ajudar em nada, sem compreender o verdadeiro sentido do que fazemos.
"Minhas mortificações consistiam em refrear minha vontade, sempre prestes a se impor" ( Sta Teresinha)
Sem essa intenção, nossos atos são vazios.
Santa Teresinha nos faz entender, que a cesta de roupa suja, a pia cheia de louça, as crianças arteiras, a rotina do dia a dia, é sempre uma oportunidade, e um convite a santificação, a renúncia, ao amor.
"Pegar um alfinete caído no chão, com amor, produz fruto de santidade". (Sta Teresinha)
Estamos tão focados em fazer grandes coisas, que não conseguimos perceber, que a santidade é desejar em tudo o céu. E o céu está prometido aquele que for como criança.
“Meu caminho é o caminho da infância espiritual, o caminho da confiança e da entrega absoluta”. (sta Teresinha)
Você poderia imaginar, que o Ingresso para o Céu, está em fazer as coisas rotineiras e corriqueiras, simplórias e austeras de sempre, porém com um amor que você nunca as dedicou?
E essas coisas tão simples e comuns, se transformam em grandes coisas, dependendo do tamanho do amor com o qual as realizas.
"Saibas que aos olhos de Deus nada é pequeno se feito com amor" ( Santa Teresinha)
Portanto ao invés de almejar grandes dons, experiências sobrenaturais, missões, pregações, e realizações...
Almejemos um grande amor.
Pois como diz o Apóstolo Paulo em 1 Coríntios 13; ainda que falássemos línguas dos homens e dos anjos, tivéssemos uma fé capaz de transportar montanhas, sem o Amor, nada seria essas coisas.
E no verso 13 ainda diz que as línguas cessarão, as profecias acabarão etc... Mas no fim restará somente fé, esperança e amor, sendo a maior delas, o Amor.
Assim, compreendemos no que consiste a pequena via de Santa Teresinha.
Ela descobriu onde estava escondida a tão desejada santidade: "minha vocação, enfim, eu a encontrei, minha vocação é o Amor!" (Sta Teresinha)
A vida de Santa Teresinha foi tão simples, que quase não era notada.
Quem poderia imaginar que a santidade está em não ser nada?
No mundo onde muitos cristãos, fazem força para destacarem seus feitos.
Conta-se sobre o velório de Santa Teresinha o seguinte:
Era costume a madre superiora fazer, durante as exéquias, um pequeno discurso sobre a religiosa falecida, exaltando suas virtudes e as obras por ela realizadas dentro das paredes benditas do Carmelo. Porém, a grande santidade da Irmã Teresinha passara de tal modo despercebida que duas freiras comentaram entre si: “Que irá dizer nossa Madre desta irmãzinha que levou uma vida tão inexpressiva entre nós?”
Não podiam imaginar que ia começar a prodigiosa obra póstuma desta desconhecida carmelita, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Sem ter jamais saído do convento, foi declarada Padroeira das Missões. E hoje a mestra da “pequena via” de santificação está proclamada Doutora da Igreja.
Como tantas vezes ocorre com os Santos, as outras freiras não se davam conta da grandeza de alma daquela carmelita que se fazia tão pequena. Em toda a sua vida religiosa, deu sempre bons exemplos e aceitou com agrado todas as humilhações. Sem nunca desanimar, procurava fazer a vontade de Deus prestando serviço às demais, e tinha sempre um sorriso para todas.
Travou incessante luta para vencer-se a si mesma, sobretudo nos problemas próprios à vida comunitária. Por exemplo, no recreio, procurava conversar com aquelas que eram de convívio mais difícil; suportava pacientemente o irritante ruído que fazia uma freira, quando estavam no coro; não se queixava quando uma irmã de hábito lhe respingava água suja na hora de lavar a roupa. Sem cessar, oferecia a Deus esses inumeráveis pequenos sacrifícios, como oração e oblação.
Iniciou ela, assim, uma nova via espiritual: a “pequena via”, a via do abandono nas mãos de Deus, a via da infância espiritual, que todas as almas, até mesmo as mais fracas, podem percorrer e, assim, santificar-se. Tudo fazia por amor a Deus. E sabia que só com auxílio da graça venceria as dificuldades. Gostava de dizer: “Tudo é graça!”
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