A MÍSTICA LEITURA DO ÍCONE DA TRINDADE
O Ícone da Santíssima Trindade de
S Andrey Rublev.
Rublev foi um pintor e monge Russo, que recebeu de seu Pai espiritual a missão de pintar um ícone que retratasse a Santíssima Trindade, já que acreditava que a Adoração a Santíssima Trindade era o modelo perfeito e resposta definitiva para o mundo que sofria com guerras e a ascensão do ateísmo.
Rublev se inspirou em um sonho (ou visão) de um outro Santo chamado São Sérgio, que viu ou sonhou com o Pai o Filho e o Espírito Santo sentados ao redor de um mesa. Essa visão unida ao texto Sagrado do livro de Genesis capítulo 18 verso 1 seguintes, onde relata o fato da vida de Abraão que recebe a visita de 3 homens misteriosos, a quem chama de "Senhor" e implora que não passe adiante sem repousar em sua tenda.
Segundo a tradição patrística, esses 3 Jovens peregrinos que visitam Abraão, seriam 3 Anjos que manifestam ao Pai da fé, as 3 pessoas da Santíssima Trindade.
Esses 3 Anjos, se põe a mesa com Abraão, e Sara lhes prepara um refeição: Manteiga, Leite, farinha e um vitelo assado.
Estes 3 deixam ao coração de Abraão a promessa de que ele teria um filho e lhe poria o nome de Isaac.
Voltando ao ícone.
Podemos ver 3 personagens, e talvez a pergunta que te vem a cabeça seja:"Mas quem é o Pai? ou o Filho? ou o Espírito Santo?"
A SEMELHANÇA
Reparemos que os 3 jovens se parecem uns com os outros.
Parecem ter a mesma Idade, aparência, e majestade. A não ser pelas vestes e as posições que cada um tem.
Isso significa que a Santíssima Trindade são um único Deus, em três pessoas distintas.
Possuem a mesma natureza Divina, porém, o Pai não é o Filho, o filho não é o Espírito e etc... São pessoas distintas embora um único Deus.
Cada uma das 3 pessoas da Trindade tem uma característica e Missão específica. E é através da posição e atitude dos 3 que vamos desvendar quem é quem.
Observemos também que os 3 são jovens. Isso quer significar para nós que Deus é sempre novo, e que é eterno, o tempo não tem influência sobre Deus, Ele está acima do tempo, sempre existiu e sempre existirá. Deus não está sujeito ao tempo como os homens.
Os 3 portam nas mãos uma vara, um cajado ou cetro, que representa tanto a autoridade de Deus, sua Magestade divina, quanto o fato de Deus ser peregrino na história da humanidade passando entre os homens. Como os peregrinos que visitaram Abraão.
O PAI:
Lemos este ícone como um livro.
Da esquerda para a direita.
E a primeira pessoa que nos Aparece é a pessoa do Pai.
Essa figura a esquerda de quem contempla o ícone.
Observe que o Pai tem uma postura ereta. Enquanto os outros dois personagens se inclinam em direção a Ele.
Não somente os personagens se inclinam a ele, mas todos os elementos presentes no quadro.
A árvore, a montanha também se inclinam.
Pois tudo está sujeito ao Pai, a serviço do Pai, todos os reinos, o reino animal, vegetal e mineral, tudo reverência o Pai.
A MORADA:
Sobre a cabeça do Pai podemos ver uma casa.
A tenda de Abraão, mas que também é a Igreja, e também a casa do Pai a que Jesus se refere lá em João 14 "na casa do Pai a muitas moradas".
Também essa casa nos lembra a parábola do filho pródigo. O Pai misericordioso é aquele que fica em frente a casa, a porta da casa, esperando o filho que retorna ao seu convívio.
Por isso o elemento CASA, quer representar o Pai, que é Ele a nossa morada eterna, onde todos nós desejamos morar.
A MÃO DO PAI
Repare que a mão do Pai, faz um gesto de envio. Ele tem a mão estendida aos outros personagens como quem envia a uma missão.
Também representa a benção, pois toda benção vem de Deus. Ele faz esse gesto de impor as mãos como quem confere ao Filho e ao Espírito Santo um ministério, uma Missão.
Na outra mão o Pai porta o cajado, ou centro. E veja que ele tem o cetro na direção do filho, como quem está propício a entregar ao filho a sua majestade, a sua autoridade.
Lembremos de Jesus que diz: "...Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra..." MT 28,18
Então aqui temos a mão do Pai que envia e abençoa. E a outra mão que transmite a autoridade ao filho.
AS VESTES DO PAI
O Pai possui duas vestes.
Uma túnica e um Manto.
A túnica é AZUL, que simboliza sua Divindade. Ele é Deus, é Divino. O azul céu quer representar que Ele é Deus, Pai, que está nos céus.
O Pai é coberto por um manto cor rosa, que significa o mistério, o escondimento.
O manto é transparente, e quase é possível ver a túnica azul.
Esse manto significa o mistério do Pai.
Pois Deus Pai para nós é um mistério.
Conhecemos do Pai o que nos foi revelado pelo Filho e pelo Espírito. Mas o Pai permanece um mistério para nós.
Perceba que no ícone, Ele é o único personagem que não está de frente para nós, mas sim de lado. Demonstrando que é para nós uma presença que se revela de forma indireta, que quer se manifestar através do Filho e do Espírito Santo.
"Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer." João 1,18
Por isso Jesus diz: "Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim". João 14,6
Pois é através do filho que Ele se revela.
O Pai, é mistério semi escondido atrás do véu.
Observe que apesar do Pai ser coberto pelo manto. Existe no seu peito uma abertura.
O véu foi rasgado. Cristo Jesus rasgou o véu entre nós e o Pai. Agora através de Cristo, temos acesso ao coração do Pai.
O manto do Pai cobre seus dois ombros.
Enquanto o manto do filho e do Espírito só cobre um dos ombros.
Significa que o Pai é o que envia, mas não é enviado por ninguém.
Observamos que nas imagens que representam os discípulos de Jesus Cristo, eles trazem sempre um manto jogado em um dos ombros, enquanto mantém o outro descoberto. Isso é símbolo de envio. Por isso o Pai é retratado com os dois ombros cobertos, pois Ele é o que envia o Filho e o Espírito Santo.
Eviou Jesus:
Jo 5,37 "E o Pai que me enviou, ele mesmo tem dado testemunho de mim..."
Envia o Espírito Santo:
Jo 14,26 "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome"
O FILHO
Passamos agora a pessoa do filho.
O personagem do meio.
Ele está no meio porque Cristo é o Pontífice.
Aquele que faz a ponte entre nós e o Pai.
Também Cristo é o centro da história da salvação.
"Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."
Romanos 11,36
O Pai criou a humanidade para Cristo, e não criou sem Cristo.
Por Ele, e por meio Dele tudo foi criado.
"Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez."
João 1,3
Por Isso Ele é o centro da mesa. Até o tempo se conta Antes de Cristo e depois de Cristo. Se referindo a sua encarnação entre nós. Ele é o eixo fundamental da Salvação.
O DIVINO DIÁLOGO
Observe que o Pai e o filho estão em diálogo.
Eles se falam com o Olhar.
Como não se recordar das palavras do Pai a respeito de Jesus: "Este é o meu Filho amado, em quem pus minha afeição." MT 3,17
O filho e o Pai em diálogo de amor. Como se o Pai revelasse ao filho seus planos de amor a humanidade.
"Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar." Jo 12,49
"Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto OUVI DE MEU PAI vos dei a conhecer."
João 15,15
Quanto amor nesse Olhar, quanta serenidade e leveza. Quanta intimidade e palavras em um único olhar.
O CARVALHO DE MAMBRÉ.
Atrás do filho podemos ver uma árvore.
Árvore esta que se inclina para o Pai como antes já observamos.
Porém essa árvore, assim como a casa é símbolo do Pai, esta singela árvore é símbolo do Filho.
João 15,1 "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor."
Sim, Cristo é a árvore da vida, Cristo é a videira e nós somos seus ramos.
Essa árvore é a figura de Cristo, e também do lenho da cruz onde Cristo seria erguido para nossa Salvação.
AS VESTES DO FILHO
O Filho usa vestes de vivas cores. Pois Cristo é o eterno vivente.
A túnica cor de púrpura, vermelho bem fechado quase marrom avermelhado Terra.
Simbolizam tanto o martírio de Cristo, sua paixão e morte na cruz. Quanto sua humanidade, sua encarnação.
Nos ombros Ele trás o azul que representa a divindade, como vimos anteriormente.
Em Cristo se unem, a humanidade e a Divindade.
100% homem e 100% Deus.
A MÃO DO FILHO
A posição da mão do Filho, com dois dedos postos sobre a mesa, quer representar as suas duas naturezas: humana e divina.
Porém ele toca com os dois dedos sobre o altar.
O Altar (mesa) representa a humanidade quanto povo de Deus. Somos o altar de Deus, o lugar onde ele quer ser adorado e reconhecido como único Deus e Senhor.
A Mão de Cristo tocando a Altar com os dois dedos fala de Cristo que com suas duas naturezas, a humanidade e a divina, toca em nossa frágil humanidade.
Ele desce a nós, seu altar, se encarnando. O Deus humanado, o Emanuel.
Ao mesmo tempo Ele está apontando o Cálice, que representa sua entrega, a oferta de sua vida, seu sacrifício por amor de nós.
MT 20,22 "...Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber?..."
"Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres".
Mateus 26,39
A ESTOLA SACERDOTAL
Sobre o ombro, podemos ver uma faixa dourada. É uma estola sacerdotal.
Cristo é o Sacerdote eterno segundo a ordem do Rei Melquisedeque.
Ele é ao mesmo tempo o sacrifício e o Sacerdote.
Pois Ele mesmo se oferece no altar.
João 10,18
"Ninguém tira a minha vida, mas eu a dou de mim mesmo"
Hebreus 4,14
"Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus"
A CABEÇA DO FILHO
Jesus, tem a cabeça inclinada para o Pai, pois Jesus mesmo sendo filho se fez servo.
Filipenses 2,6-7
"Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens."
João 6,38
"Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou."
Marcos 10,45
"Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos”.( Mt 20,29-34 = Lc 18,35-43)
O CETRO (CAJADO)
Como o Pai entregou o cajado ao Filho, o filho por sua vez, entrega ao Espírito Santo.
João 16,7
"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei."
Jesus entrega ao Espírito Santo o cajado para que agora Ele venha nos ensinar, nos recordar, nos consolar etc...
João 14,16
"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre"
O ESPÍRITO SANTO
A terceira pessoa da Santíssima Trindade é o Espírito Santo. No ícone, ele trás uma postura de quem espera e medita.
Enquanto o Pai e o Filho conversam, Ele tem a postura de quem escuta e medita no seu íntimo.
Pois é próprio do Espírito trazer ao coração do homem a meditação do mistério do Pai e do filho.
O Espírito ouve atentamente o diálogo do Pai e do filho.
João 16,13
"Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras."
O Espírito Santo tem postura humilde e mansa, Ele é o Enviado do Pai e do filho.
A humildade e a mansidão, a postura reflexiva e sensível do Espírito Santo nos fazem lembrar das palavras do Apóstolo Paulo aos Efésios:
"Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção."
Efésios 4,30
É uma postura de alguém que aguarda e se dispõe, se inclina ao Pai e ao filho. Alguém que está pronto a ser enviado.
Expressão melancólica e suave, de alguém que vive na intimidade e na compenetração.
AS VESTES DO ESPÍRITO
Ele trás duas vestes, uma azul, que já vimos antes representando a sua divindade. Ele é o Divino Espírito Santo.
E o manto é verde, recordando a Esperança e a vida. Pois ele é água Viva.
O verde nos lembra a Espera, e a Espera nos lembra a expectativa dos Apóstolos no cenáculo para a vinda do Espírito Santo.
Ao mesmo tempo recorda a Esperança Cristã que o Espírito Santo cultiva no coração dos fiéis.
Também o verde nos recorda os campos nutridos pelas águas da chuva, as árvores as margens do Rio etc... Sinal de vida que vem das águas vivas do Espírito Santo de Deus.
João 7,38-39
"Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva” (Zc 14,8; Is 58,11).
Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado."
Como o manto do Pai, o manto do Espírito também é semi transparente. Pois o Espírito Santo também é um mistério para nós. Ele podemos experimentar, sentir, mas o conhecemos em várias formas: Pomba, Nuvem, óleo, vento, fogo etc... Se revelando a nós sempre através de figuras, elementos e sinais.
A MÃO DO ESPÍRITO SANTO
Observemos a posição da mão do Espírito Santo, que está sobre a mesa.
Ela não está imposta como a do Pai, nem faz um gesto seguro como a do Filho.
A mão do Espírito tem gesto de Descida, ela repousa sobre o altar.
Demonstrando o Espírito Santo como sendo aquele que desce sobre Cristo no rio Jordão, desce sobre os Apóstolos no cenáculo:
“Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas...”
(At 1, 8)
A mão como que paira suavemente sobre a mesa. A mesa que é altar, que é a humanidade. O altar que somos nós.
"E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas."
Genesis 1,2
Toda a postura do personagem que representa o Espírito Santo, é postura de quem se prepara para descer. Ele olha para o altar, a mão toca o altar, e seus pés parecem se mover para descida.
A posição dele também é quase de lado.
Enquanto o Pai está totalmente de lado sendo um mistério total. O Espírito está meio de lado, mostrando que apesar de ser um mistério, Ele se revela sutilmente a nós.
A MONTANHA
Atrás e acima da cabeça do Espírito, se pode observar uma montanha.
Assim como a árvore e assim como a cabeça do personagem do Espírito Santo, a montanha também tem sua forma inclinada para o Pai.
Pois tudo se inclina e se direciona ao Pai.
O Espírito se concilia a figura da montanha, porque o Monte é o lugar da revelação, da manifestação de Deus.
O monte carmelo, o monte Horeb ou Sinai.
A montanha é sinal de elevação, infinidade, busca de Deus, revelação do mistério, (Epifania) manifestação.
O CAJADO
Na outra mão, o Espírito trás o mesmo cajado, ou cetro que o Pai e o Filho portam.
O Pai tinha o cetro próximo do filho, o filho trás o cetro próximo ao Espírito, e o Espírito Santo por sua vez trás o cetro próximo de quem contempla o Icone.
Esse cetro ou cajado, é sinal de autoridade, de serviço, de missão.
O Pai o deu ao filho, e o filho entregou ao Espírito, e o Espírito por sua vez o entrega a nós.
Pois é o Espírito Santo que reveste o homem da autoridade para ser testemunha de Cristo até os confins da Terra.
AS ASAS DOS 3 ANJOS
As asas dos Anjos se tocam, para revelar que as 3 pessoas embora distintas, estão em comunhão total, são 3 pessoas porém um único Deus.
A asa do filho parece se confundir com as asas do Pai. Estão uma sobre a outra, unidas.
"Porque eu e o Pai somos um..."
João 10, 30.
Também a asa do filho tocam a asa do Espírito Santo. E a asa do Espírito parece se dobrar para baixo como quem é enviado.
O Espírito Santo é mencionado nas Escrituras tanto como Espírito do Pai.
(Mt 10,20, Rm 8,10-11, 2 Coríntios 1,21-22, Ef 3,14-16)
Como também Espírito do Filho.
(Rm 8,09, Gal 4,06, Fil 1,19, 1 Ped 1,11)
o modelo da Trindade tem seus elos internos. Em João 14,26, o Espírito é dito que procede do Pai, mas um capítulo posterior, em 15,26, Jesus afirma que vai enviar o Espírito do Pai. A mesma relação se reflete em Atos 2,33, onde São Pedro afirma que Jesus recebeu o Espírito do Pai e vai envia-lo.
Os 3 CÁLICES
O centro desse ícone é o cálice. O plano da trindade Santíssima se concetra no sacrifício de Cristo, que é a salvação, redenção da humanidade.
O cálice sinal de entrega, doação, sacrifício.
Mas o que não se nota de primeira vista, é que existem 3 CÁLICES nessa imagem.
O cálice que está sobre a mesa, é o Sacrifício de Cristo.
Porém entre a Santíssima Trindade, se forma um outro grande cálice.
Entre a trindade demonstrando o amor mútuo entre as 3 pessoas divinas que se amam, e se doam.
Este ícone me encanta muito, por isso fiz questão de emoldurar e destacar.
Me faz lembrar de Deus que se doa, e do plano de Salvação que Ele tem para nós.
Este ícone foi reconhecido pelo concílio dos 100 capítulos em Moscou em 1551, como um ícone "protorevelado", ou seja, inspirado e revelado por Deus se tornando um modelo canônico para todas as imagens da santíssima trindade.
Existem inúmeros ícones e imagens que retratam a Santíssima Trindade, mas ninguém chegou a excelência deste ícone.
Andrey Rublev morreu aos 70 anos acometido de peste em 1430, 3 anos após concluir a pintura do ícone, e foi canonizado pela Igreja Católica ortodoxa Russa.
Paz e Avivamento!
Por: Pablo Soares (Fundador da comunidade Avivando Altares)
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